segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O CONTEXTO DO DESENCANTO







 JOÃO RUIVO






Vai levar tempo para erguer, acima dos tornozelos, a autoestima dos professores, para recuperar a sua imagem social, e para chamar novamente à profissão os melhores e os mais capazes.


No meu livro O Desencanto dos Professores, reúno um conjunto de artigos de opinião que foram escritos nos últimos cinco anos, numa conjuntura que considero das mais hostis para os profissionais da educação em Portugal.

Vai levar tempo para erguer, acima dos tornozelos, a autoestima dos professores, para recuperar a sua imagem social, e para chamar novamente à profissão os melhores e os mais capazes. As perdas são, em tempo, custo e envolvimento de recursos humanos, incalculáveis. O tempo, a seu tempo, o dirá.

O pior que pode acontecer a um povo é perder a sua memória coletiva. Vale a pena, então, lembrar...

A ideia lançada, inicial e subliminarmente, de que os professores eram uns "madraços", que acumulavam incontáveis faltas ao serviço, que gozavam férias e mordomias só permitidas a grupos privilegiados, e que desperdiçavam os enormes meios financeiros com eles despendidos, constituiu a maior ofensa, a mais inqualificável infâmia perpetrada perante uma classe altruísta, que todos os dias, no seu posto de trabalho, deu o seu melhor pelo aperfeiçoamento das qualificações dos portugueses e pelo desenvolvimento social, económico e cultural do seu país.

Não é novidade. O cenário revelava-se propício e constituiu a porta aberta para o que se lhe seguiu: alteração e aumento compulsivo de funções e tarefas cometidas aos docentes, colocando-os na vertigem da desprofissionalização; divisão da classe, através de uma estratificação artificial da carreira; implementação de processos de avaliação de desempenho administrativos, burocráticos e estigmatizantes; redução artificial de cargas horárias e alterações aos planos curriculares ao sabor das circunstâncias, provocando-se, desnecessariamente, o maior desemprego conhecido, até hoje, na classe; introdução de novas tecnologias na escola, sem formação antecipada dos intervenientes no ato educativo, no que se revelou ser uma insensatez face ao esbanjamento de dinheiros públicos em negócios e parcerias com empresas privadas...

Desde então, a escola tendeu para um espaço de desencantos e desencontros, onde os profissionais da educação começaram a ser chamados para refletirem pouco sobre o ato educativo e, em substituição, a reunirem muito em redor da aplicação de normativos e procedimentos de natureza burocrático-administrativa.

Neste quadro, milhares de docentes preferiram solicitar a sua aposentação antecipada, com graves penalizações nas suas pensões, no que constituiu uma desnecessária sangria de quadros qualificados e experientes. Ou seja: ao abandono precoce das escolas por parte dos alunos, temos agora que acrescentar o abandono precoce da profissão por parte dos professores.

E isto tudo num país que ainda precisa de muita escola e de mais e melhor qualificação dos seus cidadãos. Que desperdício inqualificável formar um docente para deixá-lo partir para uma aposentação precoce, numa etapa da sua carreira em que revelava mais controlo, segurança e maturidade....

Nesse mesmo período, o descontentamento trouxe à rua mais de cem mil professores, na que foi considerada a maior manifestação da classe desde a alvorada da democracia, proliferaram os movimentos de docentes à margem das organizações sindicais tradicionais, e as redes sociais e os blogues de professores constituíram o elo de ligação de um grupo profissional que, apesar de tudo, recusou cruzar os braços e preferiu levantar a voz da indignação e envolver-se na defesa de uma escola pública onde seja gratificante ensinar e compensatório aprender.

Por essas e outras razões, o autor destas linhas entendeu, nesse conturbado período do ciclo de vida dos professores e das escolas, escrever estes artigos, para dar um contributo positivo no sentido de ajudar à melhoria do bem-estar pessoal e profissional dos docentes portugueses.

Os professores nem tanto precisavam que os amparassem. Os professores precisavam, isso sim, de uma voz que lhes dissesse: "Nós compreendemos o vosso esforço, o vosso empenho, apesar de todos sabermos que nem tudo vai bem no reino da educação...". Porém, essa voz, como se sabe, nunca veio da tutela...

Hoje, com um olhar mais distanciado, e apesar da adversa conjuntura, estamos em crer que se alguém quis quebrar a espinha dorsal aos docentes não o conseguiu. E, em boa verdade, também não houve uma quebra significativa da confiança que a sociedade deposita nos professores e na instituição escolar. Diríamos mesmo que a escola continua a ser a única organização pública onde as famílias entregam, diariamente, os seus filhos e partem tranquilas para o trabalho, sabendo que crianças e jovens ficam seguros e bem entregues.

Mas será que, após este claustrofóbico período, a tutela pode afirmar que temos mais escola e melhor educação?

Infelizmente a resposta é não! Nos tempos que ainda correm, as escolas fecharam-se num clima organizacional sufocante, os alunos não melhoraram globalmente, de facto, os seus resultados escolares, os professores não aperfeiçoaram as suas competências profissionais e a escola não se transformou numa verdadeira comunidade educativa.

Ou seja: agora temos menos escola e menos escolas, temos menos educação e menos professores. Entretanto, nesta encruzilhada, o país ganhou a maior taxa de desemprego alguma vez vista na profissão docente e um medíocre sistema de formação de professores, incapaz de atrair os candidatos mais capazes e mais competentes.

Mas porque a educação e os professores são semente e pão de todos os futuros, estamos em crer que, uma vez mais, os docentes portugueses irão sabiamente ultrapassar este difícil instante da sua longa história profissional, e recuperarão o valor e a energia da sua profissionalidade, para bem do desenvolvimento social, cultural e econômico do nosso país.



http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=CC5F2EF80B498EDFE0400A0AB8005709&opsel=2&channelid=0



sábado, 20 de outubro de 2012

Pesquisa sobre os indígenas do Brasil

MARLÚCIA SCHIAVO 



Atividade realizada com o 7º ano do Ensino Fundamental.


Os alunos realizaram essa atividade na sala de informática. Lá eles pesquisaram as seguintes perguntas:

1- Qual era a estimativa da população indígena no Brasil em 1500?

2- Qual é a estimativa da população indígena no Brasil atual?

3- Explique as razões dessa queda populacional.

4- Cite a quantidade de culturas indígenas no Brasil atual.

5- Cite a quantidade de línguas que os povos indígenas falam.

6- Explique a importância da linguagem oral para os povos indígenas.

7- Em que região do Brasil se concentra a maior parte dos territórios indígenas?

8- Há terras indígenas no Estado onde você mora? Qual é a situação da maioria delas?

9- Há algum aspecto da cultura indígena incorporado pela nossa sociedade? Justifique sua resposta.

→ Os alunos pesquisaram e expuseram para a escola em forma de cartazes.



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Receptivo Pedra Azul

POR: ALEXANDRA ULIANA



Uma das mais belas regiões do Espírito Santo, a Montanha Capixaba, reserva muitas emoções para os amantes do ecoturismo, do turismo de aventura, do turismo cultural e gastronômico e em especial do agroturismo.  Entre vales, montanhas e cachoeiras você irá saborear delícias da tradição européia combinadas com a cultura capixaba.
São quitutes, frutas frescas, compotas e inúmeras receitas que irão marcar seu passeio por esse charmoso cenário.
Com uma completa infra-estrutura, o "Receptivo Pedra Azul" oferece reservas em hospedagens confortáveis e aconchegantes, em locais rurais, opções de lazer, city tour, traslados, guias e interpretes e muitas lembranças feitas artesanalmente pelos moradores.
Convide os amigos, a família, escolha seu roteiro e aproveite um passeio que vai prender seu coração e libertar sua alma.



OFICINA: Ecociência


A Ecociência está participando da 9º Semana Estadual de Ciências e Tecnologia com o projeto abaixo.
Convidamos você a participar da Oficina de Educação Socioambiental. Esta oficia será gratuita e as inscrições poderam ser feita pelo site indicado abaixo, telefone e no local no horário de 09:00h às 14:00h.
A Oficina e Palestra ocorrerão no Auditório 3 lado direito da entrada principal. “Haverá placa indicativa no local.”
 Maria das Graças Lobino

Associada do Instituto Ecociência
         
   (27) 3325-4816       / 9928-5120



Tema: Os maravilhosos contos de fadas



Tema: Os maravilhosos contos de fadas
Nível: 1º Ano do Ensino Fundamental I.
Disciplina: Língua Portuguesa
Conteúdo: Gênero Textual.
Professora: Cleuzimaria  Rodrigues

Objetivo: 
· Ler e interpretar os textos selecionados;
·Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre as fadas e motivá-los para o trabalho com o tema.
Material:
Revistas, lápis coloridos, tesoura, cola, caderno de desenho.
Conhecimento Prévio:
Conhecer alguns Contos de Fadas
Atividade Motivacional: 
Professor coloque um DVD de um conto de fadas para seus alunos e trabalhe o que é um conto de fadas, quem são os personagens, quais as ações deles entre outras questões que você propor para usar o vídeo pedagogicamente.
Encaminhamento Metodológico: 
Solicite aos alunos que dêem exemplos de contos de fadas que eles já leram.
Questione:
• Quais os principais personagens que compõem um conto de fadas?
• Como são as características desses personagens?
• Que atitudes, normalmente, praticam os personagens dos contos de fadas?
Elabore com eles uma listagem dos personagens citados, relacionando suas respectivas características e atitudes.
Contos de fadas:
Personagens -
Características -
Atitudes -
Em seguida, peça que procurem em revistas, imagens que se relacionem com os personagens das histórias maravilhosas que mencionaram, recortem e colem em seus cadernos de desenho. A atividade pode ser complementada com desenhos da própria criança.
Cada aluno pode ir à frente da sala de aula, mostrar sua conclusão aos demais colegas, explicando o porquê de suas escolhas.
Avaliação:
No próprio DVD que você utilizar questione seus alunos. Assim você saberá se eles compreenderam o que é um conto de fadas e se sabem identificá-los.